quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Manifesto para mim


Há muito tempo, eu decidi ser responsável pelas minhas escolhas.
Decidi que sou a única capaz de secar as minhas lágrimas.
Decidi que o meu destino me pertence.
Decidi ser mais autêntica.
Decidi não me deixar abalar pelas circunstâncias.
Decidi que posso fazer a minha parte.
Decidi que sou forte.
Decidi ser mais aberta a novas experiências.
Decidi ser diferente.
Decidi continuar fazendo o que eu gosto de fazer.
Decidi parar de reclamar e agir.
Decidi que o caminho que escolho será sempre o melhor pra mim.
Decidi sentir saudades, mas não me deixar cegar por ela.
Decidi sentir tudo que me dá vontade de sentir.
Decidi seguir em frente.
Decidi continuar sendo feliz.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Eu não gosto da bagunça
Do meio da pista, do frevo
Prefiro observar de canto
Enquanto vejo a zona passar

Eu odeio que me encostem
Cotovelo, bunda ou cerveja gelada
Só me deixem encontrar meu espaço
E simplesmente dançar

Eu odeio coração aflito
Pele de desconhecido
Gostar de quem não devia

Eu gosto de carinho violento
De falar, estar certa
De não ter aonde ir.

Quem não me conhece
Que me compra mesmo.
O que aparento
É mais meio do que inteiro

Certeiro é quem erra em mim.
Não insista em dar parecer
Ninguém sabe,
Mas eu tenho coração de moça


Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Berlim: Du bist Wunderbar!!!

Berlim pra mim é uma das cidades mais incríveis que já visitei. Foi o primeiro grande destino pra onde viajei quando morava na Alemanha. Eu morava no sul, no estado de Baden-Württemberg e nas minhas primeiras férias comprei passagens de trem, combinei com minha amiga que mora na Irlanda e nos encontramos lá. A malha ferroviária da Alemanha é muito eficiente e o trem é umas das opções mais baratas pra se viajar.

Talvez por ter sido a primeira grande viagem que fiz, Berlim me surpreendeu bastante. A cidade é história pura. Ainda guarda muitos traços das duas grandes guerras e principalmente, da guerra fria. Isso fica evidente andando pelas ruas, onde é possível ver a linha que dividia as duas Alemanhas, Ocidental e Oriental. O muro é outra atração à parte. Na chamada East Side Galery ainda dá pra ver resquícios do muro, onde hoje se transformou em uma galeria a céu aberto. Há também a topografia do terror, um museu contando a história da construção e queda do muro, além das atrocidades praticadas pelos nazistas, através de fotos e painéis para que assim não caiam no esquecimento.


Bem no centro da cidade é possível andar pelo Memorial do Holocausto em homenagem aos judeus mortos durante a guerra. Ele foi inaugurado em 2005 e a sensação que se tem é que estamos em meio a lápides e o sentimento é de frieza e instabilidade.


Um dos cartões postais mais visitados é o Portão de Brandenburgo, perto da famosa rua Unter den Linden. A construção foi inspirada na entrada de Acrópolis em Atenas, na Grécia e abriga uma Quadriga, carruagem conduzida por quatro cavalos guiados pela deusa da paz. Como foi bastante danificado pela guerra, o portão foi restaurado tempos depois, sendo um símbolo da reunificação alemã.



É possível também visitar a sede do parlamento alemão, o Reichstag. A entrada é gratuita, só é necessário agendar a visita pelo site. Há opções de visitas guiadas ou independentes, onde você pode adquirir um guia de áudio gratuito na língua que desejar, o qual narra sobre o parlamento e outros pontos da cidade.

Ainda há várias áreas verdes e lindos parques, um deles o Tiergarten, o segundo maior de Berlim. Logo mais adiante do Tiagarten está a Coluna da Vitória, com mais de 8 metros altura, erguida para comemorar a vitória da Prússia sobre a Dinamarca em 1864. Caso tenha disposição, pode subir até o topo da coluna. São muitos degraus, mas a subida vale a pena, pois é possível ter uma vista incrível da cidade.


Também vale a pena passar pelo Check Point Charlie, um antigo posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental. Você pode optar passar por todos esses pontos turísticos com um city tour com um guia contando a história dos lugares, que foi o que eu fiz na época e então decide se quer descer ou não em todos os pontos.

A imponente Catedral de Berlim é outra atração lindíssima. É a maior e mais importante igreja protestante da cidade. A igreja foi bastante destruída pela guerra e construída novamente. Próxima à catedral existe a ilha dos museus, às margens do Rio Spree. Lá encontram-se cinco museus: Museu Pergamon, Altes Museum, Neues Museum, Alte Museum e Museu Bode.








É possível também visitar a torre de TV, a Berliner Fernsehturm, sendo a construção mais alta da Alemanha. Se ainda tiver tempo, há também o famoso museu de cera da Madame Tussauds com esculturas de artistas de diversas áreas.


Pra quem tem tempo, disposição e gosta de história, há a possibilidade de visitar um campo de concentração nazista a 35km de Berlim. O campo de Sachenhausen foi um dos primeiros campos de trabalho a ser construído para liquidar em massa uma parte da humanidade. Hoje é aberto à visitação e logo na entrada é possível adquirir um áudio que conta a história do campo. A visita é pesada, confesso, mas recomendo, pois é uma experiência única. A sensação que tive foi de profunda tristeza e desolação e ver até onde a maldade e crueldade de um ser humano pode chegar.



Deslocar-se por Berlim é rápido, fácil e barato. Há várias linhas de metrô e num instante já é possível chegar ao centro da cidade. Ah e não se surpreenda se encontrar cachorros dentro do metrô. Lá é super normal. Vale a pena passear pela Potsdamer Platz, onde antigamente era a parte comunista da cidade. No ano 2000 foi restaurada e hoje é uma das áreas mais modernas da cidade, com prédios arrojados.

Não deixe de provar o currywurst e experimentar uma típica cerveja alemã. Existem tantas marcas que irão te surpreender. Caminhe calmamente pelas ruas; você irá se deparar com diferentes estilos de pessoas e que os alemães são sim educados e simpáticos quando querem. É claro que existem ainda muitas outras atrações pra todos os tipos de gostos e perfis de turistas.








Seja no inverno ou no
verão, Berlim é MARAVILHOSA!

sábado, 19 de setembro de 2015

O que a vida de Au pair me ensinou

Em 2011 tive a oportunidade de fazer um intercâmbio na Alemanha. É claro que não foi uma decisão que eu tomei do dia pra noite. Pensei bastante, fiquei noites em claro pensando se estava fazendo a coisa certa, conversei com minha família e avaliei minha atual situação financeira para ver que tipo de intercâmbio caberia no meu bolso.

Logo quando terminei a faculdade de turismo, já havia decidido em ir pra Alemanha. Morar fora sempre foi um sonho e conversando com pessoas que haviam tido essa experiência, vi que eu também podia concretizá-lo. A ideia era aperfeiçoar o idioma alemão, o qual eu já vinha estudando há algum tempo. Mas sabia que se ficasse aqui, a probabilidade de me tornar fluente era muito pequena, já que é uma língua muito complexa e exige muita disciplina.

Portanto decidi ir como Au pair. Pra quem não sabe, a palavra au pair é de origem francesa e não existe uma tradução literal. O significado que mais se aproxima é “na base da reciprocidade”. Ou seja, eu moraria com uma família alemã, entraria em contato com a cultura, estilo de vida dessa família e em troca eu cuidaria das crianças e faria alguns serviços leves da casa. Você também pode frequentar cursos de alemão e claro, aproveitar seu tempo livre pra viajar.

Pra quem não sabe, existem sites especializados onde há famílias interessadas em contratar uma au pair. Um deles é o www.aupairworld.com, o qual eu me cadastrei. Ele é bastante confiável e está disponível em vários idiomas. Você monta o seu perfil, o qual estará disponível para as famílias e assim vocês podem entrar em contato através de e-mail. Esse tipo de intercâmbio é interessante porque o único custo que se tem é com a solicitação do visto no consulado mais próximo da sua cidade e depois com as passagens aéreas. A idade limite para fazer esse tipo de intercâmbio é entre 24 e 25 anos e você pode escolher qual país lhe interessa mais, pois como eu disse, existem famílias do mundo inteiro nesse site querendo uma babá para seus pimpolhos.

Posso dizer que foi a melhor experiência da minha vida. Um intercâmbio deixa marcas profundas na vida de uma pessoa. Morei com uma família muito bacana e as crianças não me davam muito trabalho. É claro que nem tudo foram flores. O processo de adaptação num país totalmente diferente do nosso é difícil. A língua é complicada, você aprende a se comunicar novamente e de um jeito ou de outro, aprende a se virar.

E por que ser Au pair mesmo?

Porque é difícil, mas você acredita que é capaz, porque é as vezes pode ser estressante, mas você acredita que pode superar; porque ficar um ano sem pai, mãe, irmão, cachorro, galinha e papagaio dói, mas você acredita que um ano passa rápido. E passa.  Quem é aupair volta mais forte, mais decidida e mais madura. E se der vontade de ir embora o mundo me espera!!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Paixão por viagens: de onde vem?

Difícil saber de onde vem essa vontade de viajar. Na verdade acho que todo mundo gosta de conhecer outros lugares, tirar férias e das sensações que uma viagem proporciona, como lazer relaxamento e não ter que cumprir com horários e obrigações. Mas existem pessoas que sentem necessidade de viajar não somente nas férias e enxergam isso como uma necessidade ou prioridade.
Posso dizer que pra mim, viajar é sim uma prioridade. Mas não porque não gosto de trabalhar ou cumprir com certas obrigações e também não sou ingênua de achar que a vida é só isso, uma viagem. 

Desde criança, sempre me interessei por geografia e quando tinha uns 12 anos, meu pai me trouxe um atlas de presente. Todos os dias, folheava aquele atlas e mergulhava nos mapas daqueles países que eram tão diferentes do nosso. Não demorou muito pra eu perceber que o mundo era realmente muito maior do que eu imaginava. Sem nenhuma obrigação e sem nenhum professor me pedir, decorei todas as capitais dos países do mundo. E o que mais me encantava, eram as figuras dos monumentos, a história e a cultura de cada país. Ficava então sonhando ou imaginando se algum dia teria possibilidade de visitar algum desses lugares, como o Coliseu ou a Torre Eiffel.

O tempo passou e chegou a hora de fazer faculdade. Optei pelo curso de turismo e confesso que me identifiquei bastante. Na época, cursava a faculdade em um estado diferente do qual eu morava. E então aprendi a colocar minha vida numa mala, a ter que fazer escolhas e lidar com a saudade de casa e da família. Não foi fácil, mas o que me motivava era saber que nas férias eu ia poder entrar no ônibus e enfrentar 24 horas de viagem pra rever as pessoas que amo.  Por isso, partir sempre foi um desejo que esteve dentro de mim. Descobri que preciso estar longe para sentir saudade, ou seja, eu precisava ir, pra saber quando era hora de voltar.
Em 2010 terminei a faculdade e antes de ingressar no mercado de trabalho, decidi fazer um intercâmbio de um ano na Alemanha. Minha família descende de alemães e sempre tive vontade de decifrar essa língua. Mais uma vez tive de fazer escolhas e abrir mão de algumas coisas.

Um ano fora do país deixa mudanças marcantes na vida de uma pessoa. Aprendi a me conhecer melhor e a aproveitar todas as oportunidades que o mundo me oferecia. Com isso, vi que foi a melhor experiência da minha vida, que o meu sonho de criança de conhecer o mundo, realmente estava se concretizando.

E antes de você me perguntar se sou rica ou de onde eu tiro dinheiro pra viajar, logo respondo: venho de uma família classe média e felizmente nunca passamos por muitas dificuldades, mas houve momentos sim, em que a grana era curta. A única coisa que meu pai bancou até hoje foram meus estudos e por isso dei muito valor a cada centavo que ele investiu em mim. Tenho muito orgulho em dizer que sempre banquei minhas viagens todas sozinhas com meu dinheiro de babá que ganhava na Alemanha.

É só uma questão de saber quais são suas prioridades. Como disse logo ali em cima, viajar pra mim é uma prioridade. Por isso, prefiro investir o dinheiro que ganho trabalhando em viagens ao invés de frequentar uma balada cara no final de semana.

Assim, viajando é que entro em contato comigo mesma, onde procuro me autoconhecer. Procurei então aliar essa vontade de viajar com trabalho e futuramente irei embarcar num navio de cruzeiro. Não sei o que o futuro me reserva. Aliás, ninguém sabe. Só sei que irei partir para mais uma experiência, para mais uma aventura. Sempre com pensamentos positivos e planos na cabeça.

A vida é curta demais pra não fazermos aquilo que acreditamos por medo. Faça valer a pena!


Como tudo começou

A ideia do blog surgiu primeiramente da vontade de escrever e de colocar um pouco dos meus pensamentos pra fora. Confesso que nunca senti essa necessidade de partilhar informações sobre mim e nem acho minha vida tão interessante assim a ponto de compartilhá-la com outras pessoas.

Como sou apaixonada por viagens, vejo crescendo o número de pessoas e viajantes que compartilham suas histórias e experiências na rede. Acho que a ideia é essa: dividir algumas informações com vocês, trocar experiências, não só sobre viagens, mas sobre intercâmbio, trabalho no exterior, morar fora, etc.

Descobri que escrever é uma atividade prazerosa pra mim e espero que meus rabiscos sejam um pouco enriquecedores pra vocês que terão saco pra ler o que tiver escrito por aqui.

Esperem que gostem do conteúdo e sintam-se à vontade pra palpitar.

Um grande abraço!